RESENHA: AEGEON - Devouring the Sun (2016)
04/09/2017 - 19h46 em Resenhas

 

Aegeon - Devouring the Sun

 

Uma das características das bandas de Black Metal Finlandesas é o clima gélido que conseguem imprimir em sua melodia. De ARCHGOAT a THY SERPENT (pra ficarmos apenas em duas bandas), é possível perceber uma sonoridade diferente de bandas de outros países.

E isso também se faz presente em "Devouring the Sun", segundo full-length da AEGEON.

Horda fundada em 2010 que lançou o excelente "Nocturnal Glorification" em 2014, a AEGEON é composta por Lord Aegeon (responsável por todos os instrumentos).

Quando pensamos em uma "One-man-band", logo temos em vista a sonoridade arrastada do Depressive Black Metal.

Aqui a história é outra. Praticamente somos conduzidos a uma viagem para a segunda metade dos anos 90, onde as bandas apostavam em uma sonoridade mais sinfônica.

"Sincraft", a faixa de abertura, deixa isso claro em seus primeiros segundos. Um som grandioso que chama atenção logo de cara. "Portraits of Man" é uma continuação natural da primeira faixa.

"Art of the Terminal Metamorphosis" vale a aquisição do disco! Não que as anteriores sejam faixas fracas (e não o são!!!), mas o que encontramos aqui mostra o quão longe a AEGEON ainda pode ir. Esse clima arrastado do início prova que é possível sim soar pesada sem ser rápida. Partes "semi-acústicas" inspiradíssimas engrandecem ainda mais esta composição.

"Ephemeral" e "Treacherous Gates of Silver" são grandes faixas, mas com uma árdua missão: Estarem entre aquela que é outro grande momento de "Devouring the Sun" - "Death Moves the Waves at the River Tuoni". Enquanto as duas primeiras mantém o nível do disco em patamares elevados, esta última (com sua levada que lembra LIMBONIC ART) prova que este é um excelente disco que, com certeza, passará despercebido por aqueles que "pregam" o apoio ao underground.

Agora, se "Devouring the Sun" passar por suas mãos, pegue-o sem medo. Estará levando pra casa uma bela viagem de volta aos tempos onde o Black Metal era levado a sério.

 

 

 

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